O Último de Burgh – Deborah Simmons

Último livro da série aclamada e amada das leitoras de livros de banca, falo de Deborah Simmons e seus sete (oito na verdade) homens amáveis da família de Burgh.

Particularmente sou uma fã dos livros de “mulherzinha”. Gosto muito e sempre vejo um ou outro volume que me agrada bastante (isso quando a capa não me faz morrer de vergonha alheia com aqueles músculos, saradões, oleados (?), desnudos, segurando uma mulher sofrida nos braços), no entanto, tenho que admitir que muitas vezes mal chego a terminar a leitura de tão fraco que o livro é. Amo clichês, mas isso não significa que qualquer coisa serve e nisso a Deborah Simmons fez escola  ❤

Em O Último de Burgh (olha que nome legal! Me faz lembrar daquelas sagas épicas , tipo o “último dos moicanos” ou então o “último dos samurais”…boa escolha de título) a história é voltada para o caçula da família, Nicholas, que agora já não é mais um menino e adolescente que acompanhamos nas outras obras, mas sim um homem feito e excelente cavalheiro que empreende uma jornada para ajudar a fofa Emery a descobrir o paradeiro do irmão. Porém, ele mesmo se encontra doente e acha que aquilo é a última coisa que pode fazer para zelar a honra dos D’Burgh.

A história é bonita e bem contada (apesar de achar a parte do mistério da “clava” meio torta e sem sentido), um ponto que me agradou muito foi a mocinha que não fazia as coisas difíceis e era sensata nas decisões e não saia por ai se jogando ao perigo toda hora (um fato comum nesse tipo de literatura). Também me surpreendeu Nicholas ser um cara tão fofo e simpático, virou meu segundo favorito dos irmãos (afinal, o primeiro é ~~~**Geoff**~~~), pensava que por ele ser o caçula ele ia ser retratado como o mais mimado ou que sua estória fosse mais comédia do que romance (como foi a de Rob), não, aqui o conflito gira em torno basicamente do fato dele está doente e não poder se comprometer e nem esperar nada do futuro por conta disso.

Fiquei feliz também que a autora não adotou a linha mística que vinha fazendo nos últimos livros, não combinava em nada e só servia como fundamento para a predestinação do casal. No entanto, meu pitaco pessoal, acho que foi mal aproveitada a parte em que Emery se veste de homem e temos um vislumbre de Nicholas temer se apaixonar por um rapaz quando na verdade era uma garota. Quando li a sinopse pensei que essa seria o fio condutor principal. Ledo engano. Poderia pensar aqui em mil situações que me fariam rir a beça disso ( coffee prince manda beijos ;)).

Também aguardei a conclusão da obra muito mais saudosista em relação a toda família e me tocou a falta que fez isso. Mas, como presente especial temos a participação do queridinho irmão inteligente, que meio que apaziguá a falta dos outros irmãos.

Dito isto, O Último de Burgh foi um livro mediano e acho que fugiu um pouco mais dos demais, há pitadas de menos de romance ( o que sinceramente não se esperava de um de Burgh, se é que você me entende). Fico aqui imaginando que talvez a autora só queria se livra da saga, afinal são 20, VINTE, XX anos escrevendo a série e, por mais que ela ame escrever, talvez já estaria de saco cheio das milhares de leitoras amolando pela conclusão dos livros, vai saber :p

As Crônicas de Gelo e Fogo, um caso de ódio e amor

Só para quem já leu A dança dos dragões….

Tudo começou como um desafio. Há alguns anos (não muitos), li uma matéria na veja online que absurdamente explicava as razões e os motivos de As crônicas de Gelo e Fogo ser melhor que O Senhor dos Anéis.

Quando li isso achei a maior afronta da história da literatura mundial, como, no mundo, alguém poderia afirmar que alguma obra fosse melhor do que a saga épica escrita por J. R. R. Tolkin? Para mim aquilo foi nada menos que uma blasfémia (e continua sendo, mas por outros motivos, explico adiante). A questão é que eu não conseguir engolir aquela comparação e curiosamente fui ler a dita obra. Entendam que na época o livro começava a ter mais sucesso, havia especulações de que a série seria adaptada para a televisão, então os holofotes já se voltavam para os livros que começaram a serem publicados em 1996!

Então me pus a ver o que tinha de tão bom nesse livro. E foi desafiador e bem demorado!

O primeiro volume A guerra dos tronos, eu li rapidamente e, de certa forma, me empolguei bastante com a narrativa que o autor empregou, com os personagens problemáticos e diferentes, o mundo sobrenatural ao lado das questões políticas de uma terra medieval fictícia e sobrenatural, além daquele final surpreende e longe dos lugares comuns dos livros nossos de cada dia. Entretanto, aquilo tudo ainda não tinha me empolgado. Explico, porque vocês vão entender o motivo da minha brusca mudança: Eu já tinha começado a leitura com aquele gosto amargo de “alguém ousa dizer que George R. R. Martin é melhor que Tolkin”, ou seja, eu estava bastante chateada com aquela comparação feita por algum idiota da Veja online, pois eles não eram os únicos nisso, então cheia de preconceito continuei minha leitura e fui ao segundo volume da saga “A Fúria dos Reis” e ali um vislumbre do que eu acharia daquela série começou a aparecer.

No entanto, por N razões, não prosseguir minha jornada, sobretudo por quer hoje, humildemente, venho reconhecer que As crônicas de Gelo e Fogo é um livro bastante complexo e isso é o que faz tão incrível e tão fascinante.

Há diversos post que digo o quanto a atual literatura está fraca, obviamente voltada para um público que apenas consome e consume cada vez mais, sem ao menos se preocupar com a qualidade do que se tem em mãos. Nisso, a grande e esmagadora parte dos livros que li nos últimos anos são daquele que podem ter 500 páginas, mas que em um dia eu os leio como se fosse um gibi. E não falo apenas dos meus romances água com açúcar não, é ficção científica, é terror, é mistério, suspense, ação e fantasia, de tudo um pouco, digo que são leituras fáceis.

Com As Crônicas foi diferente. Depois de dois livros seguidos, em uma leitura continua e sem intervalos, minha cabeça e mente estavam doendo e girando respectivamente. Não estava acostumada com o enredo de mil e um personagens, tantos pontos de vista, com tanta história, tanta emoção e moralidade escritos. Martin escreveu algo que não se pode ser lido em apenas um folego, como sempre faço, não, nesse caso a leitura deve ser feita de forma extensiva, cuidadosa, onde nós mesmos vamos criando nossas linhas narrativas, nossos personagens e nossas teorias.

Assim, tive que dá uma pausa, estava no auge de provas na faculdade e envolvida com outras atividades e, quase três anos após meu primeiro contato com o a série, já quase me esquecendo do que ela representou no início, voltei meus olhos para ele novamente. Comprei logo o box com os cinco volumes lançados e mergulhei de cabeça no mundo de Westeros. Novamente, comecei minha leitura do início e apesar do meu folego retomado, quase cai na mesma armadilha que querer ler tudo de uma vez só, dessa vez me controlei melhor, mas o que não quer dizer que não virei noites com eles, ou que lia tanto que minha cabeça doía, sim, essas coisas continuaram a acontecer, mas fui até o fim e já estou triste.

Isso por quer já estou com saudades dos personagens, eles são bons, muitos bons. Jon, Cercei, Sor Barristen, Hodor, Bran, Brienne, Jaime, Theon, Joffrey, Daenerys, Davos, Arya, Gendry, Sam, Tyrion, Missandei, Stannis, Asha, Catelyn, Arys, Aegon, Sansa, Jojen, Totarmund, Robb, Renly, Sor Jorar Mormont, Meistre Pycelle, Varys, Lord Cunningan, Merreca, Melisandre, Varamyr Seis-peles, Verme Cinzento, Rickon, Mance Ryder, Tommen, Loras, Fantasma, Meera, Lorde Bolton, Tisha, Meistre Aemon, Corvo de um olho…. Tantos…. aqueles que amamos, aqueles que odiamos e aqueles que não sabemos o que sentimos.

E nos personagens temos uma grande e satisfatória construção de Martin: não há dois lados da moeda na história como dá a entender o título Fogo e Gelo, que incorporam o bem e o mal, mas há, entretanto, tantos pontos de vista que no decorrer da leitura você se depara com situações incomuns aos mocinhos e heróis que costumamos amar.

São dilemas morais e que me fazem perguntar o que faria se tivesse na mesma situação. Sansa, Jaime e Tyrion são meus maiores exemplos. Mas além disso, Martin merece todo meu respeito por misturar de forma tão harmoniosa todos os maiores temas da literatura de ficção clássica: cavaleiros e heróis, guerra, reis e suas dinastias, estórias de religiões, dragões e outros animais fantásticos, magia, política, dilemas morais como já mencionei e por fim, meu preferido, romance….

….tão pouco, eu sei. Mas ai mora um dos meus maiores problemas na saga de Gelo e Fogo: EU ADORO ROMANCES!

Sério, em se tratando de romance eu consigo imaginar uma comovente e linda estória de amor só em ver duas formiguinhas juntas, então imaginem como me sinto ao me deparar com toda essa áurea não piedosa de Martin com seus personagens?  Matando a torto e a direita qualquer um dos personagens, sendo principal ou não?

Então eu realmente sofri com Jon e Ygritti, e continuo a tecer vãs esperanças com Jaime e Brienne (eu adoro a Brienne, apesar de ter sentimentos confusos em relação a Jaime), Arya e Gendry (eu realmente, realmente, realmente, torço para que o autor resolva destino unir eles de novo) e até por Tyrion fique com Merreca, ele já sofreu bastante no amor e ela é uma gracinha! (eu disse que era viciada em romances água com açúcar :p)

Outra coisa que me fazia segurar a leitura da obra é saber que ela está longe do fim. Eu fico muito ansiosa quando não acabo algo que começo, sobretudo quando se trata de livros. Mas como eu não ia ficar aguardando mais 5, 7, talvez 10 anos, para que o sétimo livro fosse lançado comecei mesmo assim, me treinando mentalmente para no fim do quinto volume eu não ficasse doente de ansiedade, isso me ajudou mentira, já estou na maioria dos fóruns sobre o tema e lendo mil e uma teorias de como será o fim e lendo fanfics sem fim—triste vida.

Enfim, aqui estou e voltando ao que comecei a falar no início do post, continuo achando um abuso a comparação com O Senhor dos Anéis, tal como a comparação que fazem deste com As Crônicas de Nárnia, é que não dá dois universos tão diferentes e tão bem escritos, pensados, complexos que essas obras traduzem. Por agora, não ouso dizer que George Martin entrou na galeria desses grandes nomes da literatura fantástica (não falo isso nem de Harry Potter!), como disse, vivemos em uma época tão consumista, rápida que eu acho difícil dizer se o que faz sucesso hoje, o fará daqui a 50 anos.

Agora, com relação as crônicas o que me resta é aguardar Os Ventos do Inverno e acompanhar Game of Thronos, que é uma série muito bem feita e com atores fantásticos, além de cenários e efeitos especiais dignos de cinema!

De qualquer forma, lembrando do meu antigo preconceito com o livro, é tão bom ter mudado de opinião!

Vestindo kdramas em quatro estilos

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Quem assisti dramas ou novelas coreanas sabe que eles nunca pecam na qualidade, o que inclui, obviamente, todo um cuidado em especial com o figurino, pois nada melhor do que define um personagem do que ver aquilo que ele veste. Hoje eu trago quatro estilos muito bem retratados pelos kdramas e que além de lindos, dão vontade de ter o mesmo guarda-roupas das mulheres que as vestem!

 

Lee Kyu Won (Park Shin Hye) em Heartstring

 

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Esse drama foi muito feliz com a escolha da cartela de peças da Kyu Won, como já disse nesse post eu simplesmente amei cada peça e deu vontade na hora de ter várias saias longa ou mind pra chamar de minha!

Reparem que é um estilo bem casual, um boho bem sutil, super confortável e bem feminino. No drama, a maior parte das cenas se passa na escola de música que os protagonistas frequentam, o que em tese, permite uma maior liberdade e menos rigor na vestimenta, daí a personagem abusa em misturar as saias longas com camisetas de estampas, vestidos rodados com mochilas, rasteiras e cardigans, ou seja apesar do estilo arrumadinho e bem feminino ela não se limita às demais peças.

A cartela de cores predomina os tons pasteis, mas os detalhes ficam por conta de cores mais quentes das bolsas ou das saias

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Se você gostou do estilo da Kyu Won invista em saias longas, tecidos fluidos, blusas soltinhas, mas não esqueça dos acessórios que ajudam a compor o visual, como cintinhos, jogo de pulseiras, colares e correntinhas delicadas fazem toda a diferença. Reparem que outra coisa importante na composição da personagem é o conforto que as peças proporcionam, transmitem a sensação de leveza, mas sem perder a feminilidade. Bonita e confortável, que coisa melhor?

Tae Gong Sil (Gong Hyo Jin) em Master’s Sun

 

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Bem diferente do estilo da Kyu Won, temos a pegada mais rocker da Gong Sil. Em Master’s Sun, Gong Sil é uma mulher atormentada por espíritos moribundos que não a deixam em paz, mas não é por isso que ela não teria um estilo bem seu, composto por muito jeans e t-shirt, e igualmente confortáveis como o visual anterior.

Apesar num primeiro momento parecer um tanto desleixado (sendo essa a intenção), vemos nos detalhes o cuidado para uma composição coerente entre si, por exemplo, unhas de preto, uma composição de anéis em prata, cruzes, sandálias rasteiras e bolsas sacolas ajudam a estabelecer a personagem, fugindo do lugar comum, pois há uma mistura com outras peças que ajudam atirar aquele há de óbvio das roupas (do tipo, quero parecer roqueira, me vestir assim), usando com as peças mais clássicas vestidinhos, saias e batas.

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Para adotar esse guada-roupa aposte em jeans de diferentes lavagens combinando com peças bem confortáveis como essa sandália rasteira, t-shirts, e não economize nos acessórios que fazem a diferença nesse look bem casual, como anéis, cordões, braceletes etc..

Oh Ha Ni ( Jung So Min ) em Playful Kiss

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De cara é um estilo bem marcante. Pretty, candy, vintage, Hani passeia a vontade por todas essas referências e não é de menos, a composição é proposital no sentido de dar esse ar doce na personagem (que, aliás, amo de paixão, tanto que ela é o tema do blog ^^, já repararam no cabeçalho? é a Ha Ni na sua versão japonesa como comentei aqui)

Apesar dos looks acima serem composições invernais, no drama vemos também shorts, blusas, minissaias, ou seja, o estilo é para qualquer estação, basta apostar em cintura marcada, tecidos com estampas fofas, e muitas saias rodadas que não tem erro.

 

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Os acessórios também ajudam a montar esse visual, gola peter pan, sapatos oxford, laços. Apesar de no drama isso ajudar no conceito “infantil” da personagem, acho lindo, ela é bem feminina e não esconde isso, o que é meio raro hoje em dia, onde as mulheres estão cada vez mais sendo obrigadas a serem iguais ao homens em todos os aspectos.

Cheon Song Yi (Gianna Jun) em My Love From the Star

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Song Yi é daquelas mulheres poderosas, glamourosas e deslumbrantes e ela sabe disso! O seu guarda-roupa transmite isso e ela usa suas roupas para mostrar a mulher que é. Aqui há uma obvia preocupação em passar uma imagem de mulher bem vestida, afinal trata-se de uma atriz que vive na mídia.

Sofisticada, em um primeiro momento podemos achar que se trata de uma fashionista,  mas na verdade, com um olhar mais atento, vemos que ela é clássica e que sabe adaptar o melhor das tendências para o seu dia-a-dia (de atriz, perseguida por um psicopata e namorada de um et, é claro). Assim, temos o blazer em corte reto, porém colorido, pantalonas, saias lápis, scarpins que  juntos passam esse ar de “acabei de sair da passarela”.

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Para ter esse visual acredito que não é necessário ter marcas como Channel ou Lavin ou Hermes consigo, é preciso sim, ter peças com qualidades (que obviamente custam um pouquinho a mais), mas que, sobretudo, sejam atemporais, clássicas como uma blusa social branca, uma calça de alfaiataria, um bom scarpin, usando, mesmo sem mais acessórios, você terá o charme de estar bem vestida!

***

Então é isso gente, adoro a moda dos kdramas e sempre fico querendo ter as peças que eles mostram por lá, eu, particularmente, tenho a tendência de ficar naquele basicão: jeans+blusa+sapatilha, acaba que assim, minhas peças sempre são parecidas, o que dá aquela sensação de “não tenho o que vestir”. Então, na medida do possível, tento me colocar para variar um pouquinho, comprando uma blusa com um corte diferente, um vestido, usar mais sandálias e acessórios e ficar de olhos nos dramas coreanos sempre me inspiram!

Espero que tenham gostado

Beijocas!

 

Estreias

Estou bem servida de dramas, obrigada.

São tantos ainda por terminar, mas cada vez mais bons dramas aparecem para aumentar minha já imensa lista de kdramas para assistir. Aqui estão algumas das estreias que eu mais aguardo deste último trimestre de 2014 (que aliás, um ano repleto de bons dramas!)

Vamos lá!

Tomorrow Contabile

Estreou dia 02 de outubro e trata-se de uma adaptação de uma mangá bastante popular. Já vi os quatro primeiros episódios, gostei muito, mas o que me levou, de fato, a acompanhar o drama foi:

1) o lindo do Jon Won!

Deixa eu me levantar que eu cai para trás com tanta beleza!

2) Os produtores do drama são os mesmo de Boys Before Flowers, que eu amo de paixão! Tem indicação melhor?

O drama é daqueles bem maluquinhos, fui super com a cara da protagonista (uma fofa!) e tem muita música boa tocando (o que esperar além disso já que o pano de fundo é em uma escola de música?)

Na conferência de impressa temos o elenco reunido

Não os achei tãooo bonitos assim (tirando o Jon, é claro, impossível não ser lindo)

E sinceramente esperava um pouquinho mais da Shin Eun Kyung, que é a coestrela, deixou ela mais velha do que aparenta (ela tem 20 anos), mas ganhou pontos com a simplicidade do look, e ficou bem melhor do que as outras meninas:

 

Liar Game

Liar Game, outra adaptação de mangás, estreou dia 20 e tem previsão para 10 episódios. Já vi o primeiro episódio e parece que muito mistério e suspense envolve o drama. No original não tem romance, mas estou torcendo para que nesse tenha! ❤ ❤ ❤ (não resisto a um romance gente)

O elenco principal é muito bom, dois lindos e maravilhosos e a fofa da Kim So Eun, a eterna Ga Eaul de Boys Before Flowers, tem tudo para ser muito bom!

Conference de impressa. Todos muito lindos e combinando entre si e o ambiente meio sombrio, meio dark do drama. Adorei o vestidinho da So Eun, super bem nela! Se bem que o vestido das fotos de divulgação estava bem mais bonito.

 

 

Agora, precisava de tanta sexydade com esses atores?

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Pride and Prejudice

Infelizmente, mas muito infelizmente mesmo, não trata-se de uma adaptação da famosa obra de Jane Austen, ao que tudo indica é só o nome que é parecido mesmo já que trata-se de um drama de tribunal (o que é uma pena, pois já pensou em um drama baseado nessa novela? ia ser lindo *___*). De qualquer forma, temos o lindo, maravilho, dono de uma voz grave divina Choi Jin Hyuk  de Emergency Couple

Certeza que vou acompanhar, aliás, amei as fotos de divulgação:

Na conferência de impressa:

Elenco grande, todos arrumadinhos e combinando entre si, mas o que me chamou atenção….

Não gente, não foi o lindo do Choi Jin Hyuk (tá bom, ele também), foi esse vestido já-quero-pra-mim da Baek Jin Hee. Olha esses detalhes, a estampa quadriculada com uma falsa transparência, essas manguinhas, tudo muito usável! Já salvei na pastinha pra mandar a costureira fazer 😀

 

Modern Farmer

Modern Farmer estreou dia 18 pela SBS e conta a estoria de um grupo de rock que vai parar em uma fazenda. Enredo simples e bem clichê, meio que a gente já sabe o que esperar, mas como já disse por aqui ADORO UM CLICHÊ! Então vou me jogar com tudo nesse drama, por quer, além disso, o drama conta com duas figuras queridas minhas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Jeremy, digo, o Hong Ki, que é pode fazer o drama que for, mas sempre me lembrará do seu papel em You’re beautiful, e

E o meu amadinho Park Min Woo, um dos meu integrantes favoritos de Roommatemas que me deixou com a pulga atrás da orelha: Por que deixaram ele tão feio?????? Tudo bem, nessa foto tá legal, mas em outras… muito ruim, fico pensando se fizeram de propósito só para não competir com o galã que será o Hong Ki, porque se for, conseguiram…

Na conferência de impressa:

sincronia zero no figurino! O que é essa bata do Hong Ki? E se Min Woo tivess tirado essa gola branca da camisa preta ia ficar mel vezes melhor. Quanto as garotas, não faço ideia de quem é a protagonista, creio que seja a terceira, a mais alta das mulheres:

 

 

Apesar de bem básica, não gostei dessa combinação, principalmente da estampa da saia, acho bem melhor esse vestido preto e branco da MinA (AoA), vestido simples, mas com um corte diferente, gostei!

 

Agora, após essas considerações de dramas que ainda vou assistir, vamos escolher a mais bem vestida das conferências de imprensa:

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Considerações

Há coisas que insistem em acontecer comigo:

  1. Estar passando por um rua deserta, olhar para um lado, olhar para o outro e verificar se não vem ninguém, por quer surgi a necessidade urgente de tossir (aquela tosse bem barulhenta e vergonhosa) e, quando você se assegura que não há ninguém, um cara lindo aparece de repente, bem no clímax do barulho da sua tosse. Ele te olha, você passa direto, fingindo que sua dignidade está intacta, mas morrendo de vergonha por dentro;
  2. seu guarda-roupa não é tão amplo, mas você tem uma variedade de peças considerável. Certo dia,  encontra uma amiga na rua, passam-se dias até encontra-la de novo, mas você nota que estar com as mesmas peças de roupa do primeiro encontro, até ai, tudo bem. Acontece que num terceiro encontro, totalmente acidental, você ver mesma pessoa, e a sua roupa é? a mesma dos encontros anteriores. Fica aquela sensação que você só usa aquilo e aquilo;
  3. sua dieta de um dia começa com força total, contando queijo, arroz, refrigerante, e qualquer tipo de massa. Acontece que com menos de 24 horas, o pessoal de casa resolve fazer um jantar especial com tudo o que se comprometeu a não comer. Sua dieta vai por água abaixo e você ainda fica se sentindo uma glutona;
  4. Você conhece um cara lindo, simpático e fofo, depois descobre que ele tem uma namorada que não é nem simpática e nem fofa, só é linda mesmo;
  5. tem um evento mega importante chegando. Você se prepara com meses de antecedência. Escolhe roupa, onde vai fazer o cabelo, maquiagem, compra sapatos novos. No dia, onde você pretende reservar horas para se preparar, acontece de tudo o que é imprevisto. O maquiador se atrasa, faz um trabalho horroroso, você machuca seu dedão e a sandália não dá para usar e tem que escolher outra em cima da hora, seus pais brigam e fica aquele clima chato, enfim, o evento se torna um fiasco;
  6. tropeçar na frente de um monte de gente.
  7. Você, quando estar em casa, parece uma mendiga, com os trapos (porém mega confortáveis) de seu guarda-roupa. Seu pai convida uma visita (um cara lindo) para entrar e logo de cara te ver;
  8. Olhando distraidamente numa vitrine ver a bolsa mais linda no planeta, porém não levou consigo dinheiro ou cartão para compra-la. Volta no dia seguinte com a melhor intenção do mundo de adquiri-la, acontece que, dia um dia para o outro, o estoque dela esgotou.

 

Custa pedir que a vida se pareça um pouco com os dramas coreanos que assisto? Ou então que eu pare de pagar mico na frente de outras pessoas? São pedidos simples, sem maiores pretensões, mas que iam me fazer imensamente feliz

Roommate

 

A primeira temporada acabou, posso chorar?

E parece uma vida desde que fiz meu último post sobre o programa, minhas primeira impressões, com aquela animação usual de quem ver algo novo, e olha, quanta coisa mudou! O programa, para meu não entendimento, estava sempre com baixa audiência, o que me chocou, por quer até hoje continuo amando muito ele. Onde, afinal, poderia ver um lado tão divertido, tão íntimo e as vezes tão emocionante das nossas queridas celebridades coreanas quanto em Roommate? Por outro lado, o programa ganhou nova temporada justamente porque, fora da Coreia, ele ainda faz muito sucesso, então um viva para nós! 😀

E como, infelizmente, essa temporada chegou com a saída de muito integrantes, resolvi fazer um post sobre as minhas conclusões sobre eles, assim como foi o primeiro e, já vou logo avisando, o quanto a nossa primeira impressão pode está errada!

Vamos lá!

 

Park Bom

Bom é uma fofa, linda e dá uma vontade de ter uma amiga assim, tão louquinha quanto ela! infelizmente ela saiu abruptamente do programa, e pelo que entendi, se deu pelo suposto uso que ela faz de uma substância química não permitida na Coreia, não é caso dela ser viciada em drogas meu povo e sim para uso terapêutico. A casa visivelmente perdeu a sua graça e seu charme, ela não aparecia muito, acho que pela agenda ser cheia, mas toda vez eu via o quão espontânea ela era.

O romance com meu  Dong Wook também não deu resultados, os fãs dela deram maior apoio, mas se antes, no começo do programa, era motivo de divertimento do programa, ele foi aos poucos nem sequer sendo mencionado, será a empresa botando alguma pressão? o fãs? o programa que não viu mais interesse? ou os dois resolveram não  levar isso adiante? Nunca saberemos, mas é uma pena, me apeguei tanto a casa que torcia por ela e Dong.

Também me chamou atenção a amizade da Bom com a So Ra, tão improvável, mas amei ver o quanto elas se davam bem juntas. A Bom ficou aqui ó ❤ Desejo toda sorte do mundo para ela e que logo logo encontre um novo amor e tão bonito quanto meu Dong Wook

 

Jo Se Ho

Acho que minha opinião pouco mudou quanto ao SeHo. Acho que continua forçando demais algumas palhaçadas, o que o efeito inverso de produzir alguma graça. Contudo, pelo final da temporada ele que tomou as rédeas de algumas situações, mostrando um lado maduro que eu não vi no começo.

O comediante também passou por momentos que me fizeram emocionar, como foi o caso da visita dos seus pais e o almoço com sua irmã, e Dong Wook e sua irmã e lá, os momentos tensos da vida de alguém que se esforça para fazer o que gosta vieram a tona, Se Ho já lutou muito pra chegar até aqui e, vendo o quão esforçado que era, acabou por ganhar meu respeito.

Por último teve a história dele com a Nana, que aff, até cansou. Não sei se aquilo tudo foi montagem do programa, mas dava pra ver que ele investia sério nela e tanto, que até deu pena, por que ela por outro lado, foi educada com ele, mas dava pra ver que nada sairia dali. De qualquer forma, não torci pelo casal, achei que não combinavam mesmo, então nem liguei :p

Seo Kang Joon

Graças a Deus que ele mudou! Continuo achando que nos primeiros episódios ele tava se forçando muito, mas….. depois de um longo e sério convívio com seu colega de quarto Min Woo ele é outro!

Não mais forçando o relacionamento com ninguém e agora muito mais humilde, teve bons momentos no programa em que mostrou, de fato, o garoto simples e amigável que é, mas nada me fez mais rir do que a passagem dele pelo bang jump e todo o seu medo, muito riso aqui. O fato dele e Min Woo sempre competirem por algo foi amenizado bem no final, e aí sim deu pra ver uma amizade crescendo, gostei :D.

O programa rendeu mais trabalhos para Kang Joon, foi convidado para ser MC, tem novo papel, de protagonista, creio eu, e foi fotografado para mais capas de revista. Já na segunda temporada do programa, que não vi o primeiro episódio ainda, não sei como se encontra, mas desejo que ele se torne mais legal ainda.

 

Chan Yeol

❤ ❤ ❤ e um milhão a mais de coraçõezinhos para essa pessoa por quer ele é mega fofo! E como previ no post anterior sobre roommate virei fã do EXO justamente por essa criatura, sou praticamente uma exo-l (fandom do grupo). Mais do que essa voz rouca e grave que distorcem dessa carinha de criança dele e essas orelhinhas saltitantes que são um charme (percebi que amo orelhinhas de abano), ele é uma ótima pessoa de se conviver, além de se dá super bem com o mama Shin, seu amigo de quarto, ele se mostrava sociável com todos e, apesar de começo ser todo timidez, com o tempo vi que ele muito desenvolto e tem um futuro brilhante como MC, acreditem em mim.

A viajem organizada por ele e por Kang Joon foi perfeita, e Chan Yeol foi brilhante nas brincadeiras e  na forma que envolveu os demais. Só achei uma pena que, como a agenda dele sempre estava muito cheia, havia poucos episódios com ele e, também, é uma perda grande ele não tá na nova temporada do reality show, ele era um dos poucos integrantes que eu via realmente confortável com os demais.

Beijos Chan ❤

Lee So Ra

Logo no começo achei SoRa muito cheia de si, mas essa imagem foi logo superada pela forma com que tratava as demais meninas, sobretudo a Bom, fora que altos momentos confidenciais em que participava, sempre atenta e ouvindo as meninas, adorei.

O casal com mama shin que torcia no começo não deu resultado, ele já tem uma namorada e os dois não foram tão íntimos quanto eu previa por causa da idade e isso não é só coisa minha, os outros integrantes, vendo isso, fizeram esquemas para verem se os dois se tornavam mais próximos, o que aconteceu, mas nada que fugisse da normalidade.

De tudo isso, não achei tanta surpresa da saída dela antes do fim da temporada, apesar de se dá bem com todos, ainda a vi meio desconfortável com a situação, uma pena :/

Nana

Nana, essa criatura linda que até vestida de mendigo fica bonita, foi outra que mudei radicalmente de opinião. E como me senti péssima quando em um episódio ela falou de como se sentia a respeito dos comentários de como ela agia no programa, cortou meu coração, sério, eu não passo de mais um desses talifãs que ficam julgando o artista por tudo, PERDÃO NANA 😦

Com o tempo, Nana se abriu mais e muito mais que um rostinho bonito ela mostrou ser uma pessoa doce, mega divertida e que se importa com os outros. Sempre estava envolvida nas atividades da casa, fez amizade com todos e mesmo sendo péssima na cozinha, sempre se metia a fazer refeições hahaha.

Além de tudo, foi fofo o jeito que ela comprou presente para todos de sua viajem, como arrumou as coisas para que Se Ho tivesse um momento de fama no exterior, um pouco a custa da sua imagem, e também como ela já sofreu como artista. Como já disse, o romance dela com o comediante não rolou, acho que ela só foi gentil mesmo e nunca a vi dando nenhuma chance para ele. De qualquer modo, fighting Nana!

 

Lee Dong Wook

A ordem que estou seguindo, como podem ver, é a da imagem da capa, caso contrário, Dong Wook seria o último citado como forma de fecha com chave de ouro essa temporada do programa, por que Lee Dong Wook é o melhor que há nele!

Não estou exagerando e repito minhas conclusões do primeiro post: Wook não é apenas um cara muito bonito, um ator talentoso, ele é também uma pessoa EXTRAMENTE legal (em caps lok mesmo). Não atoa ele renovou sua estadia na casa, apesar de não muito presente por causa do drama que fazia, sempre era a pessoa mais agradável, mesmo visivelmente cansado, fazia todas as atividades da casa, brincava, conversava com todos os moradores e ainda se preocupava com eles, sempre mostrando aos mais novos conselhos da profissão e perguntando como cada um se sentia. Um amor de pessoa e um anfitrião perfeito!

E além desse lado que já percebi logo nos primeiros episódios, ainda tive a chance de descobrir um pouco mais da intimidade dele, principalmente com a conversa envolvendo sua irmã mais nova, onde ela contou o quanto ele foi o “homem da casa” ajudando os pais depois de um acidente em que sua casa pegou fogo e ele perderam muito. Dong mal saiu da escola e começou a trabalha e desde então nunca teve tempo para si mesmo, ajudou a irmã com todo o casamento ❤ e ainda deu a lua de mel para o casal. Gente, esse homem é um amor, cada vez mais fã!

 

Song Ga Yeon

Desde de o começo do programa sempre foi uma das minhas queridinhas. Nunca afetada, sempre neutra e disposta a ajudar, GaYeon é uma fofa!

Ela não mudou muito, sempre reservada a gente via pouco dela, mas houve episódios quase inteiros dedicados a ela, como foi o caso da tão famosa luta de estréia, que, para grande alívio meu, ela ganhou! E merecidamente, pois ela treinava tanto e com tanta garra que era impossível não acreditar que lutar era realmente o seu sonho. Ainda sim, ela pouco se abriu na casa, como uma única integrante não celebridade como os outros, acho que isso foi um pouco difícil de se soltar, mas ela acabou se integrando até que bastante com o pessoal, eles por sua vez, amavam-na, todos eram tão fofos com ela, mas é impossível mesmo não gostar dela 😀

Mas como achei de So Ra, ficou comigo uma sensação de que GaYeon não era totalmente a vontade na casa. Ela era tão diferente quando estava no ringe, treinando com os amigos que, até mesmo seus companheiros de treino falavam de como não a reconheciam no programa, ela se defendeu dizendo que não podia agir ali, com eles, do mesmo modo que agia na casa (referindo-se ao fato de ser mulher e treinar com homens), de fato, a resposta me agradou.

De qualquer forma, uma pena que ela tenha saído do programa sob a desculpa de se dedicar aos treinos. Por outro lado, ela continua ainda muito ativa como convidada em programas de TV e recentemente levou a tocha dos jogos asiáticos juntamente com mama Shin 😀

 

Hong Soo Hyun

 

Outra que mudou o meu modo de vê-la foi Soo Hyun. Se no começo achei ela muito forçada, ao londo da temporada se mostrou tão próxima a casa, sempre tão presente com todos que passei a gostar muito dela. Curiosamente, vi pouco sobre ela, mas ela sempre ouvia as meninas e qualquer que precisasse desabafar, sua intimidade foi pouco revelada além do que ela mostrava ser na casa: fofa, atenciosa, e cuidadosa com os amigos. Se Dong Wook foi o anfitrião perfeito, ela não o foi menos.

Infelizmente o romance que achei que haveria entre os dois não teve nem o mínimo indício de que começaria e nem com os meninos que no começo disputavam sua atenção. Uma pena.

Triste também a saída dela da casa. Ainda não sei os motivos, mas com certeza assistir os próximos episódios sem a doçura da Soo Hyun vai fazer falta :/

 

Park Min Woo

Também um dos meus favoritos desde o começo, mas tem uma coisa sobre a qual sou muito curiosa a respeito de Min Woo: o porquê do programa destacar tantos pontos, digamos que, negativos, dele?

Sei que ninguém é perfeito e que o programa edita, faz cortes e etc pra ficar mais interessante, mas ai eles pesaram a mão com o meu sr. covinhas, explorando o ataque de ciúmes dele, ou o descuidado quando dirigiu estando com sono.  Não sei qual a explicação para isso, já que nenhum outro participante foi exposto desse modo. Estranho.

De qualquer modo, isso me fez ver que Min Woo é um dos participantes mais sinceros do programa e mesmo com isso, sempre se desculpava das suas atitudes, no fim, acho que ele melhorou muito. Também ganhou meu respeito o fato de se esforçar tanto para conseguir vencer na carreira. Era visível o quanto que o relato dos companheiros mais velhos mexia com ele, já que para conseguir seu 1º drama trabalha atuando e também servindo como garçom em um bar de Seul.

Min Woo já tem novo drama quase estreando e, certeza, vou acompanhar e torcer de coração para que ele tenha sempre muito trabalho!

 

Shin Sung Woo

Mais um que tive aquela sensação de que não estava inteiramente confortável na casa. Uma pena que não vá para a próxima temporada, por quer Mama Shin era referência ali.

Apesar de ser bastante explorado no quesito fazer comida para os outros, ele também sempre se envolvia com todos, mesmo as vezes não tão disposto nas atividades dos mais jovens. O curioso é que parece que ele não gostava de lembrar da época que era um cantor jovem, mas ele era realmente famoso, muito engraçado as fãs (todas senhoras) que tinha,  mesmo na viajem para o japão se mostrou com um fã clube a sua espera no aeroporto.

Vai fazer falta mama shin, seu lindo ❤

 

Então é isso. Com toda a certeza vou acompanhar a nova temporada, mas nem vou pensar o quanto essas pessoinhas vão fazer falta. Muitos episódios me fizeram rir e tantos outros me emocionaram com as histórias deles, roommate tornou próxima pelo menos que um pouco, essa realidade tão distante minha.

Beijos e até mais 😉

 

 

Evelina de Frances Burney

Posso respirar?

Até então, eu estava em uma rotina severa de estudos. Terminei a faculdade, passei na prova da OAB (fiz de Direito) e logo de cara arrumei um emprego/bico que atualmente está me fazendo suar sangue, o que me justifica a ausência de publicações, mas meio sem querer querendo me dei o desfrute de devorar, literalmente, minha mais nova aquisição:

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Evelina, 387 páginas, ilustrado

E com isso eu venho vos apresentar a linda senhorita Evelina.

Há alguns posts atrás declarei minha aversão aos romances literários de hoje, há, claro, suas exceções, mas com o termino dessa obra de  1778 pude mais ainda firma o entendimento que não se fazem mais estórias como antigamente, onde a boa palavra, o texto, a escrita, seus personagens e contexto nos fazem sair para um outro mundo e saber que escrever, de fato, não é para qualquer um! eu que o diga :/

Depois de fortes recomendações, e da própria autora ser conhecida como de grande influência para Jane Austen, fui impelida e comovida a adquirir a obra, desconhecia no nosso país, pela Editora Pedra Azul, novíssima no mercado e com a fofa e linda intenção de trazer a tona esses clássicos de outro tempo que foram esquecidos diante de um mercado tão faminto por conquistar e vender qualquer coisa superficial, pois o que importa é o dinheiro. Enfim, comprei o livro e parece que minha mente foi acordada da ausência de boa leitura (e, aqui peço desculpas aos leitores, poucos, desse blog se pareço arrogante diante de minhas comparações, não é minha intenção, mas espero que entendam que trata-se de uma opinião) e assim passo as considerações do livro.

Evelina, título e personagem deste livro, é uma desconhecida hoje. A garota que até aos 17 anos tem uma vida livre e pacata, sem maiores problemas, no interior da Inglaterra,  é recatada, pura, tímida e dona de virtudes e beleza incomparáveis. Entendam, ela não existe mais hoje, e mesmo na época em que a estória se passa, percebemos o quão a sua figura é admirada e adorada justamente por tais qualidades que se naquele momento já não eram vistos nas damas da sociedade, imaginem hoje!

O texto todo me lembrou muito ” A Abadia de Northanger” de Jane Austen, publicado bem depois, pois em ambas as obras temos as aventuras que uma jovem dama passa ao entrar na sociedade inglesa da época ( sendo justamente este o subtítulo de Evelina: A história da entrada de uma jovem dama ao mundo). As duas nesse caso, cresceram em um interior rural e, sendo inocentes do que se passa nas altas rodas de Londres, passam por maus bocados diante de pretendentes interesseiros e tutores descuidados, a diferença está, no entanto, no fato que em Evelina, a história adiciona um mistério e um complicado enlace acerca da família da heroína, já que seu pai, um influente homem que vive na França não a quer reconhecê-la como filha e na obra de Austen temos as confusões que Catarina se mete por conta de sua imaginação fértil.

No mais, nas duas encontramos o estilo de distorcer as relações da sociedade que se encontravam, a vida doméstica é o centro de tudo ali. Os bailes, as obras, os passeios na fonte (sempre riu desses passeios, principalmente ao lembrar das cenas do filme de “Persuasão”), temos os personagens apatetados que acham muito de si mesmos por terem algum título, aqui destaco o Sir Clement, que me dava nos nervos as investidas dele em Evelina, Madame Durval, uma megera e o Capitão, igualmente tolo. Há também aqueles personagens que queríamos que existissem, como o reverendo Villars, que cuidou e protegeu Eveline por toda sua infância e o próprio Lord Orville, o interesse amoroso da garota, sempre cortês, gentil e cavalheiro (algo raro, senão extinto, hoje em dia).

E Evelina, sendo a estranha que disse que era, no começo, me causava aflição o fato dela ser sempre tão desencorajada e facilmente levada pelos outros, mas fui me acostumando ao temperamento da moça, que à época, fui forçada a lembrar dentro do próprio texto, a honra de uma mulher é a coisa mais fácil de se quebrar e ela, sempre firme em suas proposições, nunca ofendendo ninguém, mas ao contrário, até com as piores pessoas ao redor, sempre se manteve digna e solicita a eles. Acabei gostando muito dela e, por que não, tirando algumas lições para a vida também?

Quanto ao romance, que é o que eu mais amo ler :D, ele desenvolveu daquela forma lenta e não violenta que as obras de Austen apresenta, não é amor a primeira vista, mais um desenvolver recíproco de amizade e gratidão.

E então, se minha capacidade, ou mesmo, se meus ânimos estivessem melhores, em que animada conversa eu poderia haver engajado! Foi quando vi  que a posição de Lord Orville era sua menor recomendação, seu entendimento e seus modos sendo muito mais distintos. Suas observações sobre a companhia em geral eram tão aptas, tão justas, tão vivazes, eu mesma estou quase surpresas que não tenham me reanimado; mas de fato, eu estava muito bem convencida do papel ridículo que eu havia desempenhado ante tão bom observador, para ser capaz de desfrutar de sua jovialidade. Tanta autocompaixão deu- me sentimentos por outros. Ainda assim eu não dispunha de coragem para defendê-los ou recobrar minhas forças, mas o ouvi em silencioso embaraço- pág. 35

Como o livro é escrito no formato de cartas, temos uma visão bem pessoal de Evelina na narrativa, o que facilita o entendimento da personalidade dela e de como vê o ambiente em sua volta. E com prazer, mesmo sendo leiga no assunto, percebi o cuidado da tradução em preservar certas expressões da épocas, mas que foram justificadas e devidamente explicadas nas notas de rodapé.

Óbvio, então, que eu amei o livro e me deleitei em cada parte e mesmo sendo uma estória simples, torci muito por um final feliz para a protagonista ( como eu sofri quando surgiu a ideia dela se casa com o horroroso primo!) e pelo desenrolar da sua aventura familiar (e como, hoje, nós temos que levantar as mãos para o céu pela existência do teste de DNA, alô programa do ratinho ;P ). Enfim, Eveline é um livre que vale a pena  se lê.

Desejo, de todo coração, que mais obras como esta sejam disponibilizados pela Pedra Azul Editora, que são uns fofos, pois mantém contato direto com o cliente e, atualmente, mantém frete grátis para todo o Brasil e cada livro ainda acompanha vários marca-páginas e broche com tema das obras 😀 já virei cliente!

E sabe aquela sensação de ótima compra? Pois é, fiquei com ela assim que terminei de lê!

Beijos e até a próxima!