O Último de Burgh – Deborah Simmons

Último livro da série aclamada e amada das leitoras de livros de banca, falo de Deborah Simmons e seus sete (oito na verdade) homens amáveis da família de Burgh.

Particularmente sou uma fã dos livros de “mulherzinha”. Gosto muito e sempre vejo um ou outro volume que me agrada bastante (isso quando a capa não me faz morrer de vergonha alheia com aqueles músculos, saradões, oleados (?), desnudos, segurando uma mulher sofrida nos braços), no entanto, tenho que admitir que muitas vezes mal chego a terminar a leitura de tão fraco que o livro é. Amo clichês, mas isso não significa que qualquer coisa serve e nisso a Deborah Simmons fez escola  ❤

Em O Último de Burgh (olha que nome legal! Me faz lembrar daquelas sagas épicas , tipo o “último dos moicanos” ou então o “último dos samurais”…boa escolha de título) a história é voltada para o caçula da família, Nicholas, que agora já não é mais um menino e adolescente que acompanhamos nas outras obras, mas sim um homem feito e excelente cavalheiro que empreende uma jornada para ajudar a fofa Emery a descobrir o paradeiro do irmão. Porém, ele mesmo se encontra doente e acha que aquilo é a última coisa que pode fazer para zelar a honra dos D’Burgh.

A história é bonita e bem contada (apesar de achar a parte do mistério da “clava” meio torta e sem sentido), um ponto que me agradou muito foi a mocinha que não fazia as coisas difíceis e era sensata nas decisões e não saia por ai se jogando ao perigo toda hora (um fato comum nesse tipo de literatura). Também me surpreendeu Nicholas ser um cara tão fofo e simpático, virou meu segundo favorito dos irmãos (afinal, o primeiro é ~~~**Geoff**~~~), pensava que por ele ser o caçula ele ia ser retratado como o mais mimado ou que sua estória fosse mais comédia do que romance (como foi a de Rob), não, aqui o conflito gira em torno basicamente do fato dele está doente e não poder se comprometer e nem esperar nada do futuro por conta disso.

Fiquei feliz também que a autora não adotou a linha mística que vinha fazendo nos últimos livros, não combinava em nada e só servia como fundamento para a predestinação do casal. No entanto, meu pitaco pessoal, acho que foi mal aproveitada a parte em que Emery se veste de homem e temos um vislumbre de Nicholas temer se apaixonar por um rapaz quando na verdade era uma garota. Quando li a sinopse pensei que essa seria o fio condutor principal. Ledo engano. Poderia pensar aqui em mil situações que me fariam rir a beça disso ( coffee prince manda beijos ;)).

Também aguardei a conclusão da obra muito mais saudosista em relação a toda família e me tocou a falta que fez isso. Mas, como presente especial temos a participação do queridinho irmão inteligente, que meio que apaziguá a falta dos outros irmãos.

Dito isto, O Último de Burgh foi um livro mediano e acho que fugiu um pouco mais dos demais, há pitadas de menos de romance ( o que sinceramente não se esperava de um de Burgh, se é que você me entende). Fico aqui imaginando que talvez a autora só queria se livra da saga, afinal são 20, VINTE, XX anos escrevendo a série e, por mais que ela ame escrever, talvez já estaria de saco cheio das milhares de leitoras amolando pela conclusão dos livros, vai saber :p