Mater’s Sun (2013)

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Um final digno.

Não sou daquelas que julgam uma obra pelo seu final. Do tipo que odeia Lost por que não gostou do final e então, por isso, descarta a excelente série que foi. Não, não sou assim. Mas acho que o final é fundamental para qualquer obra, a conclusão de um trabalho, de um pensamento para que nós os receptores possamos entender o toque final do autor, é como uma música, se ela não acaba bem, ela meio que perde o sentindo. Pra mim é assim.

Com os dramas coreanos, não é diferente. No entanto, já estou meio que acostumada com os finais sem final que eles nos dão. São finais que você não vê aquilo como um fim, parece que o autor, o redator ou sei lá quem, simplesmente parou de escrever a cena e ficou por isso mesmo, um drama sem conclusão e a gente com cara de tacho.

Mas, e um MAS em caps lock, há exceções, e nesse caso lhes apresento Master Sun, e me surpreendi, e não é por quer é final perfeito e glorioso, não é para tanto, mas vindo de quem fez, pra mim foi nota 10!

Master Sun é das famosas irmãs Hong e apesar de sempre reclamar dos finais que elas escrevem, eu realmente amo os dramas dessas mulheres, dentre eles estão os que eu assistir:

Big

My Girlfriend is a Gumiho

My girl

You’re Beautiful

E uma das características que eu sempre associo com os dramas que elas escrevem é o final mal feito, ou então sem conclusão. Porém, isso não retira todos os créditos que de como os dramas delas tem sempre aquele ótimo senso de humor que eu amo, o bom de Master Sun é que teve tudo isso e mais um final digno de ser visto!

Foi um drama diferente, e caracteristicamente sempre tem aquele romance que a primeira vista é impossível de se concretizar. Nesse aspecto Master Sun é tão clichê quanto qualquer outro ( e eu adoroooo), a mocinha pobre e destrambelhada se ver envolvida com um ricasso e calculista homem (um chaebol é claro), mas o tempero dessa relação é que ela pode ver fantasmas. E o legal dessa história é capacidade de misturar terror, humor e romance em um drama só! E funcionou tão bem que é impossível não gostar de Master Sun.

Os personagens foram bem construídos, o que já é 50% de um bom drama.

Me apaixonei pelas loucurinhas de Tae Gong Sil, o “sol”, a única forma dela ficar livre dos fantasmas era tocando no Joo Joong-Won, ela fazia caras e bocas e sempre me faziam rir, ela não uma mocinha normal, ainda mais quando ela incorporava os espíritos alheios, era muita risada. Essa atriz é demais, ela fluía muito bem das cenas dramáticas para as cenas românticas e as de humor. Outra coisa que me chamou atenção é que ela não era bonita, nem se vestia bem, mas ainda sim tinha uma beleza só dela que casou muito bem com o papel de garota iluminada.

Quanto ao mocinho, meu pensamento era: é só eu assistir um drama novo que eu conheço um novo oppa. Gente, que homem era aquele? Novamente, ele não era bonitão como sempre a gente vê, mais ele tinha um charme e timing incrível, que só vendo o drama para entender. O personagem em si era chatinho como na maioria dos dramas, o homem rico, bonito e que tem o mundo aos seus pés, mas que sofre de algum trauma no passado que o afeta e que o impede de seguir em frente. No caso dele, o fantasma do seu primeiro amor (sempre ele) que o persegue e o impede de desvendar o seu sequestro que ocorreu há quinze anos e que ela pode está envolvida. Apenas o que me incomodou foi os gestos exagerados dele com as mãos, mas acho que fazia parte da caracterização dele. Por outro lado, as cenas de ciúmes dele, me deixaram boba de tão feliz (amo cenas de ciúmes), apesar de não se aproximar romanticamente de Going Sil, ele sempre impedia que qualquer outro também tivesse chances com ela, e mais uma vez, as cenas eram ótimas!

Pura química entre esses dois, e lindos

Pura química entre esses dois, e lindos

Outra característica presente nos dramas das irmãs Hong é a disputa entre dois homens pela mocinha. E também aqui elas me surpreenderam. Dessa vez o personagem Kang-Woo, vivido pelo lindo, tudo de bom, senhor do biquinho mais charmoso do planeta ator  Seo In Guk. O que dificilmente me atinge, me alcançou dessa vez e eu fiquei balançada com o sofrimento dele, e confesso que fiquei boa parte torcendo (inutilmente) por ele. Sempre tão fofo e tão lindo vivendo um amor não correspondido pela Gong Sil, enfim foi lindo ele e por mim, iria até a Coreia só para consolar essa coisa linda :* (desculpem-me, mas não posso evitar sonhar desse jeito)

Agora, os pontos fracos:

1- A falsa vilã. Faz parte, eu sei, sempre tem a garota chata que atrapalha a vida da mocinho e de seu amor. Mas poxa irmãs Hong, sempre isso? Dessa vez era a insuportável Tae Yi-Ryung, e o papel dela era esse mesmo, ser pentelha até o fim, tanto que o apelido dela era “pequeno sol”. Mas mesmo sabendo que ela fazia parte da história, eu descartava na hora, chata, chata, chata. Não era uma vilã, só era uma chata.

2- As metáforas. Sempre tem uma metáfora que o casal apaixonado se baseia, nesse caso era uma história sem pé nem cabeça de um lobo que se apaixona por um cordeiro (????????), pra mim também era dispensável, faz o teste, tira da história e ver se muda alguma coisa? Nada! Não faz falta alguma e só é para encher linguiça e deixar o enredo chato, o que deixou!

3- Os problemas no romance. Para os dois ficaram juntos tem que existir algo com que os dois superem isso, para enfim terem um final feliz, algum problema substancial, que exija que os dois lutem por isso o que pode gerar conflitos que até separem (momentaneamente) os dois. O que não acontece aqui. Até hoje ( 24 horas depois de terminar master Sun) não entendi qual o problemas dos dois que gerou tanta lágrimas, tantos adeus, e tanta lenga-lenga. A verdade é que não houve nada. Ele disse que a amava, ela sabia que amava ele, ele também sabia que era recíproco, e aí? Não havia problemas com a família (que sempre há), nem a questão financeira, só os casos dos fantasmas, mas que aí, no enredo, só era um detalhe. Não entendi tanto problemas que eles colocaram para manter o casal separado.

4- O caso do sequestro. Não entendi. Mesmo. Até tinha certa lógica, mas deixou algumas linhas soltas o que me gerou dúvidas sobre o que aconteceu. Entendi que as gêmeas trocaram de lugar ( Mulheres de areia asiáticas feeling), a do mal orquestrou se passar pela boazinha, fez o sequestro, a boazinha ficou com a fama de culpada, e a má saiu ilesa e rica. Parece simples assim? Podia ser, mas eles envolverem um tio que não contou que tinha gêmeas, e daí enfim, o problema era bom, mas a explicação deixou a desejar.

5- Capítulo extra. Minha constante falta de tempo para assistir dramas vem me fazendo valorizar dramas enxutos no padrão 16 episódios. A hitória não tende a enrolar tanto e fica mais objetiva. Master’s Sub estava seguindo esse objetivo, porém, não sei se devido a audiência (que ouvi dizer era cada dia maior) ou qualquer coisa estenderam o drama para mais um episódio, o que não gostei, por que o 16 não teve nada de mais e foi tudo ZZZZzzzz….., pularia fácil aquilo e iria para o final, não houve acréscimo em nada.

Enfim, apesar das críticas, ainda sim foi um drama ótimo, para não dizer perfeito. Até agora 2013 não tinha tirado meus aplausos como foi em 2012 (o melhor ano de doramas para mim), e até Heirs não me trouxe essa sensação, e eu sei que ainda tem muitos bons ai pra mim ver (como o tão falado Gu Family Book), mas por hora, Master’s Sun ganha meu 1º lugar do ano, por quer tudo, realmente tudo foi bem montado, da trilha sonora ( com a ótima música Nobody das Wonder Girls) aos posteres oficiais, tudo se encaixou e me fez feliz em assistir!

Conclusão: Terror, romance e comédia é o que há!

Nota: 10!

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